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Direito de Entrada no Franchising: Quanto É e o que Inclui

Redação Start Franchising AI-Powered
Direito de Entrada no Franchising: Quanto É e o que Inclui

Direito de entrada franchising quanto é?

O direito de entrada é a taxa única paga ao franchisador no momento da assinatura do contrato, e o seu valor varia consoante a marca, o setor e o formato de loja, não existindo um número fixo válido para todo o mercado. Em geral, redes com maior notoriedade e know-how mais consolidado tendem a pedir valores mais elevados, enquanto conceitos emergentes ou de menor investimento praticam taxas mais contidas. Antes de comparar propostas, vale a pena consultar o elenco dos franchising disponíveis em Portugal para perceber a amplitude de valores praticados nos diferentes setores.

Este valor não deve ser confundido com o investimento total de abertura, que inclui obras, equipamento, stock inicial e fundo de maneio. O direito de entrada é apenas uma parcela, ainda que muitas vezes significativa, do capital que o candidato a franchisado precisa de mobilizar.

O que deve estar incluído no direito de entrada?

Um direito de entrada bem estruturado deve cobrir, no mínimo, a cedência do direito de uso da marca, a transmissão do know-how do negócio e a formação inicial da equipa. Se estes três elementos não estiverem claramente descritos no contrato, o candidato deve questionar o que está efetivamente a pagar.

Licença de marca e know-how

  • Direito de utilizar a marca, o logótipo e a identidade visual da rede durante o período do contrato
  • Acesso ao manual operacional, com processos, fichas técnicas e procedimentos testados
  • Know-how comercial e de gestão acumulado pelo franchisador ao longo da sua atividade

Formação inicial

A formação é normalmente incluída no direito de entrada e pode decorrer em sala, na sede da marca ou numa loja piloto, e ainda no próprio ponto de venda antes da abertura. Deve abranger operações do dia a dia, gestão de equipa, atendimento ao cliente e utilização de sistemas informáticos ou de gestão específicos da rede.

Apoio na abertura

  • Acompanhamento na escolha e validação do local
  • Apoio no layout da loja e na implementação do projeto de imagem
  • Suporte no lançamento comercial e nas primeiras semanas de atividade

Nem todas as marcas incluem todos estes serviços no mesmo pacote, por isso é essencial pedir uma descrição detalhada, por escrito, do que o direito de entrada efetivamente cobre antes de assinar qualquer documento vinculativo.

Como se diferencia dos outros custos do franchising?

O direito de entrada é um pagamento único e inicial, diferente dos royalties, que são recorrentes e calculados normalmente sobre o volume de faturação, e diferente também do investimento em obras e equipamento, que varia conforme o estado do imóvel escolhido. Compreender esta distinção evita surpresas no momento de calcular o capital total necessário.

Direito de entrada vs. royalties

Enquanto o direito de entrada é pago uma única vez, os royalties acompanham toda a vigência do contrato e remuneram o franchisador pelo suporte contínuo, pela atualização do know-how e, em muitos casos, pela publicidade nacional da marca.

Direito de entrada vs. investimento de abertura

O investimento de abertura junta obras, equipamento, mobiliário, stock inicial e fundo de maneio, e costuma representar a fatia maior do capital total. Uma comparação detalhada entre marcas do mesmo setor, disponíveis por exemplo entre os perfis de Domino's Pizza ou Telepizza, ajuda a perceber como o peso do direito de entrada varia face ao investimento global.

O direito de entrada é negociável?

Em teoria, o direito de entrada pode ser objeto de negociação, mas na prática a margem depende muito da política comercial de cada franchisador e da fase de expansão em que a rede se encontra. Marcas em crescimento acelerado, à procura de abrir em novas zonas geográficas, tendem a mostrar mais flexibilidade do que redes já consolidadas e com procura elevada de candidatos.

  • Redes em fase de expansão podem oferecer condições especiais para zonas prioritárias
  • Alguns franchisadores praticam descontos para quem abre múltiplas unidades
  • Feiras e eventos do setor são momentos em que surgem, por vezes, condições promocionais temporárias

Vale a pena acompanhar as feiras e eventos de franchising e as últimas notícias do setor, onde frequentemente se anunciam campanhas de lançamento com condições diferenciadas de entrada em determinadas marcas ou territórios.

O que acontece se a loja não abrir depois de pago o direito de entrada?

Regra geral, o direito de entrada não é reembolsável, salvo se o contrato previr expressamente cláusulas de devolução parcial em caso de incumprimento do franchisador ou de impossibilidade objetiva de abertura por causas alheias ao franchisado. Esta é uma das cláusulas mais sensíveis de todo o acordo e merece leitura atenta antes da assinatura.

Cenários mais comuns

  • Se o franchisado desiste por motivos próprios, o valor pago costuma ser perdido na totalidade
  • Se o franchisador não cumprir prazos ou obrigações contratuais de apoio à abertura, pode haver lugar a devolução parcial ou total, consoante o previsto no contrato
  • Se a localização acordada não obtiver licenciamento camarário, algumas marcas preveem a possibilidade de realocar o valor para outro ponto de venda

Por isso, antes de assinar, é fundamental perceber exatamente o que está escrito sobre rescisão, prazos de abertura e eventuais penalizações. Comparar diferentes modelos de contrato entre setores tão distintos como McDonald's, Midas ou Maple Bear ajuda a perceber que as cláusulas relativas ao direito de entrada variam significativamente consoante o setor e a dimensão da rede.

Como avaliar se o direito de entrada pedido é justo?

Um direito de entrada é considerado justo quando o valor pedido é proporcional ao suporte, à notoriedade da marca e ao know-how efetivamente transmitido, e quando existe transparência total sobre o que está incluído. Antes de decidir, compare propostas de marcas semelhantes, peça o documento de informação pré-contratual e converse com franchisados já em atividade sobre a experiência real de abertura.

  • Peça uma lista escrita e detalhada de tudo o que o direito de entrada inclui
  • Compare o valor com outras marcas do mesmo setor e formato de loja
  • Verifique se existem cláusulas de devolução em caso de não abertura
  • Confirme a duração e o conteúdo da formação inicial incluída

Perguntas frequentes

O direito de entrada franchising é sempre igual em todas as marcas?

Não. Cada franchisador define o seu próprio valor consoante a notoriedade da marca, o setor e o formato de loja, por isso é normal encontrar diferenças relevantes entre redes distintas.

O direito de entrada cobre também as obras da loja?

Normalmente não. As obras, o equipamento e o stock inicial fazem parte do investimento de abertura, que é calculado à parte do direito de entrada.

É possível recuperar o direito de entrada se desistir do projeto?

Na maioria dos casos não é reembolsável, exceto se o contrato previr expressamente situações específicas de devolução, por isso deve ler esta cláusula com atenção antes de assinar.

Existe alguma forma de pagar o direito de entrada em prestações?

Depende de cada franchisador. Algumas marcas aceitam faseamento do pagamento, sobretudo em fases de expansão, mas a prática mais comum é o pagamento integral na assinatura do contrato.

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