Publique sua franquia

Franquia Quiosque em Shopping: Os Custos Além da Franqueadora

Redação Start Franchising AI-Powered
Franquia Quiosque em Shopping: Os Custos Além da Franqueadora

O que é uma franquia quiosque em shopping?

Franquia quiosque em shopping é um modelo de negócio compacto, instalado nas áreas comuns ou corredores de um shopping center, que opera com estrutura reduzida em relação a uma loja de rua ou um box tradicional. O investimento anunciado pela franqueadora costuma cobrir taxa de franquia, mobiliário do quiosque, estoque inicial e treinamento, mas não inclui os custos negociados diretamente com a administração do shopping.

Esse é o ponto que mais gera surpresa em quem está começando: o valor total para abrir a operação é a soma do que a franqueadora cobra com o que o shopping cobra. Ignorar essa segunda conta é um dos erros mais comuns de quem avalia esse formato pela primeira vez.

Quais custos o shopping cobra além da franqueadora?

O shopping cobra, em geral, luvas de entrada, aluguel mínimo garantido mais percentual sobre vendas, CDU (contribuição para despesas de promoção e propaganda ou fundo de comercialização), condomínio e fundo promocional. Cada um desses itens tem lógica própria e pesa de forma diferente no fluxo de caixa mensal.

Luvas (key money)

As luvas são um valor pago uma única vez para ter o direito de ocupar aquele espaço específico, negociado direto com o shopping ou com o antigo ocupante do ponto. O valor varia muito conforme a localização do quiosque, o fluxo de pessoas do empreendimento e a demanda por aquele corredor. É comum que esse valor não apareça em nenhuma tabela pública da franqueadora, porque depende exclusivamente da negociação pontual com a administração.

Aluguel mínimo mais percentual

A maioria dos contratos de quiosque prevê um aluguel mínimo garantido, corrigido periodicamente, e um percentual sobre o faturamento quando esse percentual supera o valor mínimo. Na prática, você paga o maior entre os dois valores todo mês. Isso significa que, em meses de vendas fracas, o custo fixo do aluguel mínimo continua pesando, e em meses fortes o shopping também participa do resultado.

CDU e fundo promocional

O CDU (contribuição para despesas de utilidades ou custos operacionais do empreendimento) e o fundo promocional são cobranças à parte, destinadas a cobrir a operação das áreas comuns e as campanhas de marketing do shopping como um todo. Esses valores costumam ser cobrados mensalmente e reajustados junto com o aluguel, e raramente são detalhados no material de apresentação da franquia.

Condomínio

O condomínio cobre a manutenção das áreas comuns, segurança, limpeza e infraestrutura geral do shopping, e é rateado entre os lojistas conforme a metragem ou o tipo de ponto ocupado. Para um quiosque, mesmo com área pequena, esse rateio pode representar uma fatia relevante do custo fixo mensal, especialmente em shoppings de alto padrão.

Como somar todos esses custos ao investimento anunciado?

Para chegar ao investimento real, é preciso pegar o valor total informado pela franqueadora e adicionar uma estimativa de luvas, o aluguel mínimo dos primeiros meses, o CDU, o condomínio e o fundo promocional projetados para o período de maturação do negócio. Só assim é possível ter uma ideia honesta do capital necessário até o ponto começar a se sustentar sozinho.

  • Solicite ao shopping, e não apenas à franqueadora, uma planilha detalhada de todos os custos de ocupação do ponto pretendido.
  • Peça o histórico de reajustes de aluguel, CDU e condomínio dos últimos anos naquele empreendimento.
  • Calcule o capital de giro considerando pelo menos os primeiros meses de operação com vendas ainda em crescimento.
  • Compare esses custos entre shoppings diferentes antes de fechar o ponto, porque a variação entre empreendimentos pode ser considerável.

Esse exercício de somar os dois lados da conta é semelhante ao que qualquer candidato deveria fazer antes de assinar contrato, independente do formato de franquia escolhido.

Vale a pena negociar diretamente com o shopping?

Sim, vale a pena negociar diretamente com o shopping, porque muitos desses valores têm margem de conversa, especialmente em pontos que estão vagos há algum tempo ou em shoppings que buscam atrair determinado segmento para compor o mix de lojas. A franqueadora pode até auxiliar na negociação, por ter relacionamento prévio com o empreendimento, mas quem assume o contrato de locação ou cessão de uso costuma ser o próprio franqueado.

Pontos que costumam ter espaço de negociação

  • Valor das luvas, principalmente em pontos com histórico de rotatividade.
  • Prazo de carência antes do início da cobrança integral do aluguel.
  • Percentual de reajuste aplicado nos primeiros anos de contrato.

Pontos que costumam ser fixos

  • Percentual sobre faturamento, definido em política padrão do shopping.
  • Regras do fundo promocional e do CDU, aplicadas de forma igual a todos os lojistas.

Como escolher entre diferentes redes de quiosque?

A escolha entre redes que operam em formato de quiosque deve considerar não só o investimento inicial divulgado, mas também o suporte da franqueadora na escolha e negociação do ponto, o histórico de outros franqueados no mesmo tipo de localização e a adequação do produto ao fluxo de um shopping. Segmentos como beleza, acessórios, alimentação de pequeno porte e serviços rápidos costumam se adaptar bem a esse modelo. Vale conferir o catálogo de franquias disponível para comparar formatos, faixas de investimento e segmentos antes de restringir a busca a uma única marca.

Redes como Chilli Beans e Arranjos Express são exemplos de operações que historicamente utilizam o formato quiosque como parte de sua estratégia de expansão em shopping centers, o que pode servir de referência para entender como esse tipo de ponto se comporta em diferentes segmentos. Já opções como Sóbrancelhas mostram como serviços rápidos também se encaixam bem nesse formato compacto.

Como validar as informações antes de assinar?

A validação antes de assinar passa por confirmar por escrito, com o shopping e não apenas com a franqueadora, todos os valores de ocupação do ponto, e por conversar com franqueados que já operam em locais parecidos. Também é recomendável acompanhar as notícias de franquias para entender tendências de ocupação, reajustes de custos em shoppings e movimentações do setor que possam impactar a decisão. Buscar orientação de um advogado especializado em contratos de locação em shopping, além do contrato de franquia em si, é uma camada extra de segurança que compensa o investimento.

Perguntas frequentes

O que são luvas em franquia quiosque em shopping?

Luvas são um valor pago uma única vez pelo direito de ocupar um ponto específico dentro do shopping, negociado com a administração do empreendimento e não com a franqueadora.

O aluguel de quiosque em shopping é fixo ou percentual?

Geralmente é misto: existe um aluguel mínimo garantido e, quando o percentual sobre o faturamento ultrapassa esse mínimo, paga-se o valor maior entre os dois.

O CDU está incluído no investimento anunciado pela franqueadora?

Normalmente não. O CDU é cobrado pelo shopping para cobrir despesas operacionais das áreas comuns e costuma ficar fora da tabela de investimento divulgada pela franqueadora.

É possível negociar os custos de ocupação com o shopping?

Sim, principalmente luvas, prazo de carência e percentual de reajuste inicial, especialmente em pontos com maior rotatividade ou vagos há mais tempo.

Continue lendo