Fale conosco

Selfit aposta em unidades próprias: o que isso diz sobre o franchising de academias

Redação Start Franchising AI-Powered
Selfit aposta em unidades próprias: o que isso diz sobre o franchising de academias

Se você pensa em investir em uma franquia de academia, um movimento recente da Selfit merece atenção: no início de 2026, a rede anunciou a abertura de 33 novas unidades, mas apenas quatro delas serão operadas por franqueados. As demais 29 ficarão sob gestão direta da própria empresa. Esse tipo de decisão não é apenas um detalhe operacional — ela revela como uma marca enxerga o papel do franchising dentro da sua estratégia de crescimento, e isso importa muito para quem avalia entrar no modelo.

O que a Selfit anunciou

O plano de expansão prevê um investimento total de R$ 115,5 milhões, com cada unidade recebendo em torno de R$ 3,5 milhões para construção, montagem e aquisição de equipamentos. As novas academias serão instaladas em cidades de médio e grande porte em dez estados: Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Piauí, Mato Grosso, Bahia, Ceará e Alagoas. Já os quatro projetos em franquia estão concentrados especificamente no Maranhão, no Pará e no Ceará.

O CEO da rede, Fernando Menezes, descreveu o calendário de inaugurações como um passo importante para a capilaridade regional da marca, afirmando que a estratégia une a força das unidades próprias com a agilidade do modelo de franquia, garantindo que o padrão da Selfit chegue a novas praças de forma sustentável.

Por que uma rede escolhe crescer com unidades próprias

Quando uma empresa decide bancar a maior parte da própria expansão em vez de repassar esse crescimento a franqueados, geralmente há motivos estratégicos por trás dessa escolha:

  • Controle operacional maior: unidades próprias permitem padronizar processos, preços e experiência do cliente sem depender da execução de terceiros.
  • Capital disponível: uma rede que tem fôlego financeiro para investir milhões de reais em novas unidades sinaliza solidez — a Selfit, por exemplo, já soma 205 unidades e registrou faturamento de R$ 448 milhões em 2025, segundo dados de cobertura posterior.
  • Otimização de localização: em praças estratégicas, muitas vezes de maior potencial, a empresa pode preferir reter o retorno financeiro integralmente, em vez de dividi-lo com um franqueado.

Por outro lado, o modelo de franquia continua tendo um papel definido: segundo outras fontes do setor, as unidades franqueadas da Selfit se concentram principalmente em cidades do interior, com população entre 70 mil e 300 mil habitantes — mercados em que o conhecimento local do franqueado e sua capacidade de gestão próxima ao consumidor fazem diferença.

Sinal de força ou de portas fechadas para novos franqueados?

É natural que um aspirante a franqueado se pergunte se esse movimento significa menos oportunidades de entrada. A resposta é mais nuançada do que parece. Uma rede que investe pesado em unidades próprias não está necessariamente fechando as portas para o franchising — ela pode estar simplesmente direcionando o modelo para praças específicas, onde o franqueado tem vantagem competitiva real, enquanto reserva capital próprio para mercados de maior escala.

Vale lembrar também que, apesar da expansão anunciada, a Selfit ainda concentra a maior parte de sua operação na região Nordeste, o que indica que ainda há espaço de crescimento dentro do território já consolidado pela marca — inclusive via franquia, ainda que em proporção menor neste ciclo específico de aberturas.

O que isso significa na prática para quem quer abrir uma franquia

Antes de descartar ou se animar demais com uma rede de academia (ou qualquer outro segmento), é importante analisar o contexto completo do movimento de expansão, e não apenas o número de novas unidades anunciadas. Alguns pontos práticos para observar:

  • Verifique se a rede está reduzindo o franchising de forma geral ou apenas direcionando o modelo para praças específicas.
  • Avalie o investimento inicial exigido — no caso da Selfit, as fontes indicam valores entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões, dependendo do imóvel e da necessidade de reforma, um patamar que exige planejamento financeiro robusto.
  • Pesquise se a marca ainda abre novos franqueados em praças fora do seu eixo principal de operação, e quais critérios de perfil de cidade e público ela utiliza.
  • Lembre-se de que uma rede que investe capital próprio em expansão agressiva normalmente é financeiramente sólida — o que pode ser positivo para franqueados existentes, mas exige atenção para entender onde exatamente está o espaço para novos entrantes.

Para quem está pesquisando opções antes de decidir, vale consultar o elenco completo de franquias disponíveis no Brasil e acompanhar as últimas notícias do setor para entender como diferentes redes — inclusive fora do segmento fitness, como Pure Pilates e Panobianco Academia — estão equilibrando unidades próprias e franquias em seus próprios planos de crescimento.

Perguntas frequentes

Por que a Selfit está abrindo mais unidades próprias do que franquias?

O movimento reflete uma estratégia de maior controle operacional e uso de capital próprio disponível, especialmente em praças de maior porte, enquanto o franchising fica concentrado em cidades médias do interior.

Isso significa que a Selfit não aceita mais franqueados?

Não necessariamente. A rede ainda prevê unidades em franquia neste mesmo ciclo de expansão, mas em número bem menor do que as unidades próprias, e direcionadas a mercados específicos.

Como interpretar esse tipo de movimento ao escolher uma franquia de academia?

Vale analisar se a redução de franquias é pontual ou uma tendência da rede, qual o investimento exigido e em quais praças a marca ainda busca franqueados antes de tomar a decisão.

Fonte: fitnessbrasil.com.br

Fonte: https://www.fitnessbrasil.com.br/newsfitbr/selfit-aposta-em-expansao-investe-r-1155-milhoes-e-preve-abertura-de-33-academias-ate-marco/

Continue lendo